Mostrando postagens com marcador Hugo Oliveira Campos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hugo Oliveira Campos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Você S/A – Emprego em outra cidade

Pegando um gancho no assunto abordado pelo Yuri, vou falar de uma curta reportagem discutida por Tatiana da Ponte, que escreveu no lugar de Luiz Carlos Cabrera este mês.

A reportagem fala sobre como o mercado de trabalho brasileiro oferece inúmeras oportunidades, e que ficar preso a sua “cidade natal” pode diminuir as suas possibilidades de crescimento.

emprego em outra cidade

Claro que quando se pensa em sair do emprego onde estamos para mudarmos para outro lugar geralmente se pensa emir a outro país e esta de fato é uma outra possibilidade viável. Países como a Inglaterra e Espanha estão tendo um problema já conhecido aqui no Brasil: O apagão de mão de obra. Ter um canudo de baixo do braço e um segundo idioma na ponta da língua também não é exatamente garantia de nada, mas já abre muitas portas lá fora.

No entanto, este não é o foco do artigo. O foco é a discussão de criar-se o hábito, assim como nos Estados Unidos, de se abrir os horizontes desde o começo. Segundo Tatiana, desde o ensino médio o estudante é incentivado a buscar uma formação superior em uma universidade fora de cidade natal. Uma vez concluída esta etapa, a procura por oportunidades de emprego não é diferente. É comum encontrar dentro das empresas americanas um mix de pessoas vindas de diferentes universidades de diferentes estados, e até mesmo de diferentes países.

Para finalizar, farei das palavras de Tatiana as minhas:

“Quem optar por conhecer diferentes culturas regionais dentro deste Brasil enorme poderá se surpreender. O custo de vida mais baixo pode viabilizar uma transferência. E a estadia fora dos grandes centros pode ser uma experiência agradável em relação à qualidade de vida.”

E apenas complementando, acredito que além destas vantagens, cabe também dizer que em empresas (ou cidades menores) o profissional tende a ter mais chances de se destacar e acelerar sua carreira.
As oportunidades existem, sair da zona de conforto pode ser um sacrifício que se pague (com bônus) mais tarde.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Você S/A, Edição 159, Setembro de 2011, página 112

EXAME – Nós e a crise

“O mundo encontra-se à beira de uma crise potencialmente desastrosa. Oito renomados analistas internacionais explicam como o mundo – e o Brasil – poderá se safar.”

capa

Em breve, aqui na Administração Participativa, comentários sobre as principais matérias de mais uma edição da Exame.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Exame, Edição #1001

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

EXAME – Um ano para dar certo

“Esse é o prazo imposto pelos executivos da Renner para fazer de sua nova rede de moda jovem um sucesso” – Tatiana Vaz.

Não é segredo para ninguém que um dos grandes trunfos para se estabelecer novas marcas, que durem por décadas é “vendê-las” para os jovens. Com este pensamento a Renner está lançando lojas-piloto de sua marca jovem: A Blue Steel.

renner blue steel

Segundo a reportagem a empresa já tinha o projeto há algum tempo e com o crescimento do varejo no último ano deu força à ideia. Com lojas em São Paulo, Belo Horizonte e uma em Porto Alegre (em breve estará em funcionamento) o investimento na nova rede deve ser de 7 milhões somente este ano. Entre as ações para conquistar o público jovem está a contratação de “embaixadores” da marca. Estes embaixadores são 15 jovens, influentes na internet, que farão com que a marca seja divulgada e “quebrarão o gelo” entre os novos produtos e os consumidores.

De forma semelhante à Renner, a Riachuelo também tomou uma ação voltada para o mesmo público. O relançamento da marca Pool, sucesso dos anos 80, foi a ferramenta utilizada para atrair mais jovens as lojas da rede. No entanto, os executivos da Riachuelo ainda não veem necessidade de investir em lojas exclusivas.

As ações tomadas pela Renner e pela Riachuelo são exemplos de que, cada vez mais, o público jovem tem mais destaque. Este público é fortalecido pela força e “presença” da internet, com suas redes sociais e ágil disseminação de ideias, que fez com que milhares de empresas revisassem suas políticas de propaganda e marketing.
Os jovens tem uma força enorme. Eles ditam modas, constroem ou destroem a imagem de uma marca em questão de alguns cliques. E é esta força “selvagem” que as empresas ainda estão tentando laçar (tanto no setor de marketing, quanto no setor de RH). Quem conseguir domá-la primeiro, poderá tem uma escalada “galopante” em seus resultados.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista EXAME, Edição #1000, 21/09/2011, páginas 148 – 150.

sábado, 17 de setembro de 2011

Info – Orkut não vai acabar, diz Google

Segundo James Whittaker, engenheiro-chefe de testes do Google, a empresa não tem interesse em retirar o site de relacionamentos do ar. James ainda diz que, mesmo com o Google +, o Orkut ainda terá espaço para receber atualizações e melhorias.

google orkut

O Orkut foi, nos últimos anos, a rede social mais popular no Brasil. No entanto, com a popularização do Facebook e a criação do Google +, existem rumores de que a rede seria descontinuada, por não mais estar sendo utilizada (pelo menos nem tanto quanto já foi um dia).

É difícil prever o que realmente irá acontecer. Acredito que fatalmente o Orkut será descontinuado (mais cedo ou mais tarde). A Google certamente não irá promover alterações profundas em seu layout, pelo menos não depois da chegada do Google +. Não acho difícil que um dia ainda tenhamos que contar para nossos filhos, para algum trabalho de escola ou algo do gênero, como era utilizar o Orkut.

RIP, Orkut.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/internet/orkut-nao-vai-acabar-diz-google-16092011-9.shl

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Você S/A – Saia do vermelho

“Quem tem dívidas fora de controle se diverte menos, falta mais ao trabalho, prejudicando a carreira, e vive mais estressado. Conheça 16 soluções para organizar suas finanças” – Chrystiane Silva

voce sa saia do vermelho financas pessoais

Uma das maiores preocupações da maioria das pessoas é saber se “vai sobrar dinheiro no final do mês”. Este foi o tema de uma pesquisa realizada, com o apoio da Você S/A, pelos professores Ricardo Rochman e William Eid, da FGV, em algumas das maiores empresas aqui no Brasil.

O estudo basicamente concluiu que quanto maior o nível de endividamento, mais estressados e propícios a faltar os funcionários ficam. Esse estresse é prejudicial para ambos os lados, tanto para o profissional que “atrasa” sua carreira, quanto para a empresa que perde produtividade.

Muitas empresas criaram programas que auxiliam os funcionários a resolverem seus problemas, tanto financeiros, quanto jurídicos. As empresas que já adotaram programas do tipo notaram um nítida melhora no rendimento dos funcionários. Afinal de contas, se o funcionário vive preocupado com a conta do aluguel ou com a escola das crianças que está para vencer, ele não vai ter muita “cabeça” para se preocupar em trabalhar melhor.


A Matéria traz 16 dicas para sair e evitar a voltar do “lamaçal” das dívidas. Entre elas estão:

  • No mundo ideal, seria prudente ter uma quantia equivalente a 6 meses de seus gastos mensais para cobrir eventualidades, de preferência aplicados em investimentos de alta liquidez (como a tradicional poupança, os CDBs etc.).
  • Se você já está endividado, vá até o banco ou os credores para uma renegociação (dos valores ou até mesmo dos prazos). “Nunca aceita a primeira proposta, procure barganhar”, diz Emanuel Gonçales da Silva. Geralmente há possibilidade de conseguir um acordo mais vantajoso.
  • Há dois tipos de dívidas: a operacional e a financeira. A operacional é quando seus gastos são maiores do que suas receitas. Neste caso a solução mais simples é cortar as futilidades e apertar o cinto. A dívida financeira é quando o salário é suficiente para pagar as contas, mas os gastos com juros (por atrasos e/ou cheque especial) acaba “comendo” parte do dinheiro. Neste caso, é preciso renegociar com bancos e credores, e voltar a ter a tão boa tranquilidade financeira.
  • Converse com outras pessoas, em especial seu cônjuge, sobre a situação financeira. Família, amigos e colegas podem ajudar a sair deste “buraco”.

atolado na areia


Achei a matéria um pouco “fraca” para ser capa da revista deste mês. As 16 “soluções” anunciadas na capa são na verdade 16 dicas para quem está no vermelho. Apesar disso, a reportagem certamente irá ajudar quem está com o pé na lama. Apesar de algumas coisas parecerem obviedades para alguns de nós, sempre é bom relembrarmos os bons hábitos para manter nossa saúde financeira em alta.

Portanto, resumindo todo o conteúdo da reportagem,poderia dizer:

“Se você está endividado, não contraia mais dívidas e renegocie valores e principalmente prazos.”

”Se você não está endividado, parabéns! Agora é o momento de poupar e evitar que gastos inesperados atolem você em dívidas.”

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Você S/A, Edição 159, Setembro de 2011, páginas 28 – 39.

EXAME – O mundo em transformação

“EXAME 1000 lança um olhar sobre os fenômenos que moldaram — e moldarão — a economia e os negócios”
Capa Exame 1000
As principais reportagens são:
  • A ascensão da China;
  • A Construção do Brasil moderno;
  • A força inovadora dos Estados Unidos;
  • Três grandes fenômenos que moldaram – e moldarão – a economia e osnegócios do século 21.
Em breve, comentários sobre a edição de numero 1000 da revista Exame!
De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.
Fonte: Revista Exame, Edição #1000.

domingo, 11 de setembro de 2011

EXAME & Você S/A – As melhores empresas para você trabalhar

Presente no guia desde 2005, a Volvo conquistou agora o “bicampeonato” da competição onde o objetivo é somente um: Ser a melhor empresa para se trabalhar.

volvo melhores empresas trabalhar 2011

A pontuação de 89,4 foi o suficiente para assegurar a Volvo a melhor posição do ranking geral (bem como por setor e por região). De acordo com Úrsula Alonso Manso, o motivo é simples: a Volvo é uma empresa que tem práticas consistentes para tudo o que se refere à gestão de pessoas e sabe reconhecer de forma justa sua força de trabalho. Os número impressionam, e sem dúvidas os benefícios ainda mais.

Alguns números da Volvo:

volvo 2011 informações


Não foi por menos que a Volvo conquistou os louros desta vitória.
Alguém aí pode dizer que alguma vez recebeu (no mínimo) R$9.000,00 reais de participação nos lucros?
Alguém aí deve receber R$15.000,00 reais (esta é a previsão por enquanto) de participação nos lucros este ano?

Pois é… eu também não. E, com exceção dos 3.006 funcionários da Volvo, acho que será difícil a sua resposta ser diferente da minha.
E não para por aí, dinheiro é bom mas com certeza não é tudo. A empresa tem vários programas de aperfeiçoamento, programas para aposentadoria, benefícios médicos, odontológicos e escolares. E ainda por cima, de quebra, a empresa está revisando suas políticas de remuneração, com o objetivo de testar a aderência da geração Y. Entre tais medida está a criação de uma academia nas dependências da fábrica, opção de home office, licença-maternidade de 6 meses para as mulheres, patrocínio à equipes de corridas, etc.

Como a própria Úrsula disse, ao encerrar a matéria, a sensação é de que a casa está sempre arrumada. Não à toa, seus moradores estão sempre muito felizes. Sem dúvidas trabalhar na Volvo é um sonho alimentado por uma remuneração justa (e bem distribuída), benefícios fantásticos, planos e programas de aperfeiçoamento e uma excelente política de trabalho.

Bom, se o objetivo era atrair e reter profissionais (em especial os da geração Y) a Volvo com certeza obteve sucesso: Estou atraído.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Você S/A | EXAME, AS MELHORES EMPRESAS PARA VOCÊ TRABALHAR, Setembro de 2011, Páginas 68 – 72.

sábado, 10 de setembro de 2011

INFO – Windows 8 ligará em até 10 segundos

Quem aqui nunca cansou de esperar o Windows ligar para podermos usar o computador?
Pois é, este é um problema que o Windows 8 promete resolver em até 10 segundos.

Pra quem não acredita, segue o vídeo que mostra tal feito:

windows 8 starting


Sempre que se fala em lançamento de uma nova versão do Windows a primeira preocupação que vem a nossa cabeça é “será que ele vai ser tão pesado quanto o anterior?”. E não é pra menos.
O Windows Vista, o fiasco mais recente, foi um tiro no pé. Vários usuários regressaram ao Windows XP (e alguns ainda o usam até hoje!).

As distribuições do Linux estão cada vez mais intuitivas e cada vez mais simples de serem utilizadas por usuários comuns. Com a expansão da Web, tendo a maior parte do conteúdo online, já não faz mais tanta diferença qual é o SO que roda no seu computador.

Melhorias sempre serão bem-vindas. Nessa competição acirrada pelo domínio do mercado quem sai ganhando é o consumidor. Acredito que a Microsoft tenha aprendido a lição. Afinal de contas, eles já sofreram bastante com esse tipo de erro (que o diga Bill Gates).

Mas enfim… Vai um Windows 8 aí?

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/windows-8-ligara-em-10-segundos-diz-ms-09092011-21.shl

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

EXAME – A gente não quer executivos

É isso mesmo que você leu. Segundo Carlos Brito, presidente mundial da AB InBev (maior cervejaria do mundo, com faturamento de 36,2 bilhões de dóllares em 2010), a empresa não procura executivos para seu time (pois, de acordo com ele, executivo é aquele que vem, fica dois, três anos e vai embora, sem ser afetado pelos resultados de suas decisões).

carlos brito exame nao quer executivo

A matéria na verdade é uma entrevista que Brito concedeu a EXAME, onde ele fala sobre os rumos da empresa e, principalmente, sobre a nova estratégia da AB InBev de emplacar a recém adquirida Budweiser como uma marca global, tão forte quanto a Pepsi, Apple ou Starbucks são hoje. Para tanto, a empresa planeja investir, só no Brasil, aproximadamente 100 milhões de reais, entre patrocínios, shows e ações de marketing em geral.

No entanto, é a parte final da entrevista, que fala mais sobre a AB InBev em si, que eu achei mais interessante. Brito comenta sobre os três componentes que, segundo ele, transformaram a empresa no que ela é hoje: Sonho, gente e cultura.

Para ficar mais claro, vou escrever alguns trechos da entrevista publicada na EXAME:


Essa “insatisfação” é um traço marcante da cultura de vocês. Quais são os outros?

A gente sempre acreditou em três componentes: sonho, gente e cultura.

Sonho: Nosso sonho é ser a melhor cervejaria do mundo, num mundo melhor.
Gente: Sempre achamos que nossa única vantagem competitiva duradoura são as pessoas que estão dentro da companhia.
Cultura: O terceiro pedaço dessa plataforma é a cultura de dono. A gente aqui não quer “executivo” nem “profissional”. Executivo é aquele que vem, fica dois, três anos e vai embora, sem ser afetado pelos resultados de suas decisões. A gente quer dono, que fique dez anos e veja as consequências das medidas que ele tomou lá atrás.

Uma das características da cultura da AB InBev é que “a fila anda”, para dar espaço a jovens talentosos. Você está no comando há três anos. Quando a fila vai andar no seu caso? já está preparando seu sucessor?

Eu sempre digo […] que tenho que ganhar meu cargo todo dia. Estamos sempre preparando [um] sucessor. Nossa obrigação como líderes é manter os caminhos livres para que gente boa possa ter espaço – senão esses caras vão embora.

O que motiva o João (Castro neves) é saber que, mesmo que ele tenha chegado aqui depois de mim, se eu bobear ou ficar confortável, ele pode pegar o meu lugar. Isso é meritocracia.


A entrevista é curta e sem dúvidas é algo que vale a pena ler. Conheci um pouco mais desta fabulosa empresa comandada por Brito, para qual sem dúvidas fico tentado a participar do programa de Trainee. Afinal de contas, uma vez lá dentro, é só mostrar serviço (bem como resultados e comprometimento) que sua carreira estará em ótimas mãos.

Concluindo… Pra mim, fica uma mensagem bem clara nesta breve entrevista: Na AB InBev, e em muitas outras empresas, qualquer um é capaz de se tornar presidente, desde que tenha a força de vontade e a determinação necessárias para chegar lá, degrau a degrau.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista EXAME, Edição #999, 7 de Setembro de 2011.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

EXAME – Quanto você vale 2011

Eles nunca ganharam tanto – “Os bônus pagos pelas empresas brasileiras praticamente dobraram neste ano e fizeram crescer no país o time de executivos milionários”.

exame 999 quanto voce vale

Esta ótima reportagem, de Lucas Amorin, que estampa a capa da edição #999, fala sobre como o crescimento da economia brasileira (em especial no ano de 2010) tem se refletido no salario dos executivos das maiores empresas. Bônus milionários, bônus bianuais, opções de ações e incentivos de longo prazo são algumas das principais ferramentas para atrair e reter estes profissionais. Com a competição acirrada e um cenário de crescimento a meritocracia esta cada vez mais em alta.

“A escalada de salários e pacotes variáveis é irreversível, mas aumentos como o de 2010 não devem se repetir tão cedo”

Muitos números e alguns exemplos transformam o assunto em algo mais fácil de se visualizar, e mostram como algumas das principais empresas tem trabalhado no sentido de manter o melhor time vestindo o seu uniforme. Sem dúvidas há uma preocupação enorme em manter estes executivos no time, mas sem uma boa equipe de apoio, fica bem mais difícil do atacante principal marcar o gol.

Algumas empresas tem percebido este flanco e tem ampliado alguns benefícios a um número maior de profissionais. Desta forma, a rotatividade tende a diminuir e todos acabam se beneficiando dessa nova política. No entanto, é preciso tomar cuidado, pois não há uma linha clara definindo os limites de até aonde a boa maré que passou pelo Brasil está influenciando as cifras e quais serão as mudanças que vieram pra ficar.

Resumindo, sem dúvidas o cenário tem cooperado para uma valorização dos executivos nas empresas brasileiras. A meritocracia,que atrela bônus e benefícios ao desempenho do profissional, é algo cada vez mais presente e fará com que a briga pelos melhores “jogadores” seja ainda mais disputada. A economia está em alta e oportunidades para novas estrelas surgirem neste time de milionários estão por todos os lados, isto é, se o governo também fizer a parte dele.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista EXAME, Edição #999, 7 de Setembro de 2011.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

EXAME – 18 MINUTOS DE FAMA

Decidi falar sobre uma matéria que saiu na penúltima EXAME, de 10/08/2011. A reportagem fala sobre o TED.
Achei interessante a reportagem falar sobre algo que nosso colega Yuri, no dia 26/02/2011, havia comentado no blog. Como a própria EXAME resolveu divulgar a fundação, fica aqui o reforço.

E o que é o TED? O nome TED vem das iniciais de Tecnologia, Entretenimento e Design. A Fundação, criada por Richard Saul Wurman, promove palestras sobre os mais variados temas. A parte interessante é a seguinte: Todas as palestras tem 18 minutos (ou quase isso… lol).

imageO formato das palestras é o que as torna “suculentas”. Em apenas 18 minutos o palestrante deve transmitir todas as suas principais idéias aos ouvintes. Sem rodeios e nem enrolação. Desta forma, todos os vídeos estão abarrotados de ideias e informações úteis. O site ainda possibilita que você escolha por categoria, palestrante, data, e várias outras opções. Logo, se você procura um assunto específico, fica fácil de encontrar.

 

COMO FUNCIONA
O TED organiza duas conferências anuais, uma na Califórnia e outra itinerante. Cada evento dura cinco dias e reúne cerca de 50 palestrantes, que devem apresentar as suas ideias em até 18 minutos.

ALCANCE
Mais de 1000 palestras estão disponíveis em vídeo no site do TED (www.ted.com) e espalhadas pela internet. Juntas já foram vistas mais de 500 milhões de vezes. Há mais de 1 milhão de seguidores do TED no Facebook.

PALESTRASE PÚBLICO
Pelos palcos do TED já passaram Bill Gates, AL Gore, Peter Gabriel e Bono Vox [e também Hillary Clinton]. A platéia, restrita a pequenos teatros, também costuma ser estrelada. Cameron Diaz e Meg Ryan já foram vistas nos eventos.

 

A revista ainda fala da importância deste formato para as empresas. Segundo o publicitário Rory Sutherland, esses eventos conseguem, como nenhum outro meio, colocar sua mensagem e sua marca em contato com um público extremamente qualificado.Para empresas, essa é uma oportunidade valiosa.

O site está recheado de excelentes palestras, e vale a pena “perder” algum tempo para ganhar conhecimento. Já as empresas (e principalmente instituições de ensino), podem tirar muito proveito deste conteúdo de altíssima qualidade, e ensinar seus alunos não só a “como fazer”, mas também ensinar a “como pensar”.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Exame, Edição #997, de 10 de Agosto de 2011, páginas 102 a 104.

domingo, 21 de agosto de 2011

EXAME - O consumo segundo Darwing

“Genes, DNA, teoria da evolução – Um livro desafia a primazia de aspectos culturais como explicação para o comportamento de consumidores” – André Faust

Olá a todos! Peço desculpas pelo período que me ausentei e parabenizo e agradeço aos demais elementos do blog que continuaram, em especial o Yuri.

Cumprimentos a parte, volto falando de um assunto bastante interessante desta última edição da EXAME, que vem gorda e cheia de preparativos para a edição #1000.
A matéria fala sobre o livro de Gad Saad, um psicólogo líbano-canadense, chamado “The consuming instinct”, onde ele afirma que um dos principais fatores para o desejo de comprar de cada consumidor é o instinto que herdamos de nossos ancestrais das cavernas.

exame consumo segundo darwing consuming instinct

O livro cita exemplos como o ímpeto do homem em sempre desejar (e alguns poucos felizardos, comprar) carros de luxo, pois o status é um fator que se relaciona ao instinto da seleção sexual. Já as mulheres, que usualmente já gastam um bom dinheiro com cosméticos, tendem a querer se arrumar ainda mais nos períodos em que estão mais férteis.

“Se há algo que faz com que o homem seja único em comparação com outros animais é o fato de que o Homo sapiens é um animal tanto cultural quanto biológico” – Gad Saad

Acredito sim que os dois principais fatores para o consumismo no mundo moderno sejam o fator cultural e o instintivo. Não só no mundo dos bens de consumo, mas também como nos investimentos, empreendimentos, novas ideias, novos modelos de negocio, etc. Em outras palavras, toda e qualquer decisão é baseada no que aprendemos com nossos pais e tutores (fator cultural), no que sabemos a respeito das coisas ao tomarmos as decisões e no que “sentimos” a respeito delas (fator biológico).

De qualquer forma, quem souber interpretar os padrões e perceber novas tendências, pode chegar na frente e ter mais vantagens. Sem dúvidas esse livro irá abrir s olhos de muitas pessoas.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

EXAME – De Mauá ao MIT

“O que algumas histórias impressionantes de superação pela educação contam sobre a nova mobilidade social brasileira” – por Alexa Salomão

Hoje tive uma das melhores aulas que já tive na vida, e sem dúvida a melhor que já tive desde que vi meu nome na lista de aprovados do vestibular. O que fez esta aula tão especial? Com certeza não foi nenhum conteúdo extraordinário, nem distribuição de brindes, nem uma nota “10” em alguma prova. Na verdade sai da sala me sentindo um ignorante completo, e ávido por buscar e aprender mais, e isso sim, sem dúvida, vale mais do que qualquer 10.EDUCAÇÃOMais ou menos na mesma linha, a reportagem de Alexa Salomão na última edição da EXAME fala um pouco mais sobre a educação no Brasil.

A reportagem começa contando o extraordinário caso de Djanir Silva, um brasileiro que tinha tudo para ser mais um a compor os números e estatísticas da violência e desigualdade social no país. Mas contrariando todas as tendências e superando inúmeras dificuldades, Djanir embarca em breve para fazer seu doutorado no Massachusetts Institute of Technology, com uma bolsa de 37 000 dólares por ano. Outro caso descrito na reportagem é o de Marivaldo Pereira, filho de uma diarista com um pedreiro, viveu a infância num barraco de madeirite em um terreno invadido na periferia da capital paulista.Hoje é secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça em Brasília. Segundo ele, a única professora que incentivava os alunos a prestarem vestibular era chamada de louca.

No restante da reportagem o foco é em como a evolução da educação fez com que uma parcela maior da população conseguisse “subir” de classe social. Mas acredito que esta não é a principal lição que podemos tirar desta reportagem. Acredito que este é o momento de refletirmos sobre o principal personagem da educação: o professor.

Tive a sorte de ter alguns professores que davam aulas não pelo valor que recebiam no final do mês, e sim pela satisfação em ensinar aos outros, em preparar os alunos da melhor forma que eles podem, e se sentirem realizados com isso.
Esse é o tipo de professor de que precisamos na educação de nossos jovens. Professores que fazem mais do que simplesmente despejar rios de informações em cima dos alunos e esperar que eles se lembrem de tudo o que foi dito no dia da prova.
Precisamos de professores que despertem o interesse dos alunos para que eles desejem buscar mais, para que eles sintam a necessidade de aprender, de se atualizar, de saber cada vez mais.

A greve dos professores que tenho visto no dia-a-dia de Florianópolis é um claro fator que de estes profissionais não tem sido devidamente valorizados. Precisamos que o governo invista de forma massiva em educação (ensino básico, médio e técnico) por, pelo menos, 10 anos. Para que os efeitos positivos comecem a aparecer na nossa sociedade.

Acredito que o Brasil é um país maravilhoso, e devemos cuidar muito bem dele. Investir em saúde, infraestrutura, lazer e outras coisas é importante, mas o que realmente vai fazer com que o Brasil seja uma grande potência, é a educação! Somente formando cidadãos críticos e proativos é que faremos com que nosso país seja conhecido não só pelo seu “futebol arte” e carnavais exuberantes, mas também como um enorme celeiro de mentes pensantes.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

terça-feira, 31 de maio de 2011

EXAME – O que há de errado com a bolsa

“As incerteza em relação à economia e à atuação do governo levaram a Bovespa a ter um dos piores desempenhos do mundo desde o fim de 2009. Com a bolsa em baixa, já há investidores apostando que esta é a hora de comprar.” – Giuliana Napolitano e Thiago Bronzatto

exame errado com a bolsa de valores

Com este subtítulo e contando como o Brasil começa a deixar de ser um “El Dourado” para os investidores, a reportagem conta como a Bovespa chegou em seu período de estagnação mais longo da década. Comparada a outras bolsas ao redor do mundo, a Bovespa teve um desempenho um tanto quanto ruim nos últimos meses, ao passo que bolsas como a da Rússia, Alemanha e Turquia (exemplos citados na matéria), subiram cerca de 30%. No desenrolar das próximas páginas Giuliana e Thiago contam os motivos de estarmos testemunhando tal cenário.

Acho que o que melhor ilustra a situação atual é o gráfico (páginas 38 e 39) onde mostra-se a evolução do Ibovespa desde julho de 1994. O gráfico divide-se em 4 partes: A preparação; a fase dourada; a crise; e, por fim, a estagnação. Segundo os próprios autores da reportagem, o desempenho frustrante da Bovespa é reflexo direto das incertezas que cercam a economia.
Acredito que a raiz destas incertezas encontra-se no Palácio do Planalto, e poderia até comparar o cenário atual com uma “simples” brincadeira de esconde-esconde, onde nossa querida presidente Dilma está contando até 10 em voz alta, e ninguém sabe onde se esconder para não ser pego.

Logo em seguida, a reportagem lista as 3 maiores preocupações dos investidores:

  1. A alta da inflação: “Não há como prever quais setores ou empresas serão afetadas pelas próximas medidas [do BC para controle da inflação], o que gera alguma incerteza”, diz Octavio de barros, do economista-chefe do Bradesco;
  2. A intervenção do Governo: Um dos exemplos mais recentes é a ação do governo com relação à Vale, que envolveu a troca de seu principal executivo, onde ainda permanece uma incógnita sobre qual será o rumo da empresa nos próximos anos. Segundo o ministro Guido Mantega, a Vale deve crescer “em um ritmo mais lento do que o que vem apresentando”;
  3. As ameaças Externas: Agora com boa parte dos demais países tomando folego após a queda no período de crise, juntamente com os fantasmas das incertezas que assombram o prédio da Bovespa, outros países começam a se tornar mais atraentes para os investidores do que o Brasil.

Para ilustrar melhor a diferença, a reportagem fala um pouco sobre o modesto IPO da Magazine Luiza em contraste ao badalado IPO da LinkedIN.

exame ipo linkedin

No caso da Magazine Luísa, a demanda pelos papéis esteve no limite inferior das expectativas dos bancos e, nos dias que sucederam ao IPO, as ações desvalorizaram. Este comportamento certamente não foi o mesmo no IPO da rede social, que teve seus papéis vendidos pelo preço máximo estimado no plano de abertura, e tiveram uma valorização de 109% após a estréia.

Há alguns meses atrás, o cenário era promissor, mas as incertezas tornam-se obstáculos cada vez maiores para a entrada de capital (estrangeiro e doméstico) no mercado de ações. Muitas obras a serem realizadas, várias reformas a serem aprovadas e um caminhão de boas notícias novas em folha são algumas das coisas que precisarão começar a acontecer nos próximos meses para que o quadro volte a ser favorável ao Brasil. Mas uma coisa é certa: o risco existe, e com ele as oportunidades de grandes apostas e altos ganhos também. Nessa brincadeira de esconde-esconde que tomou conta do mercado de ações no Brasil, quem escolher bem onde “esconder” seu dinheiro, poderá ter uma feliz surpresa quando a brincadeira acabar.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Exame, Edição #993, de 1º de junho de 2011, páginas 36 a 45.

sábado, 28 de maio de 2011

Dicas – Como elaborar um Currículo (CV)

Frequentemente me deparo ajudando um amigo ou colega a elaborar e melhorar um Currículo (ou CV). Portanto, decidi falar um pouco das melhores práticas ao se realizar essa tarefa.

A maioria das pessoas tem uma grande dificuldade em elaborar um bom currículo (em especial os mais jovens, por não terem ainda nenhuma experiência profissional), e no final das contas, acabam fazendo de qualquer jeito, “só pra ter um, pelo menos”.
Este tipo de pensamento é um enorme ponto negativo. Nossa linha de pensamento deve estar voltada para o outro lado da mesa, ou seja, a pessoa que irá analisar o nosso currículo. Saber o que a empresa procura no candidato é muito importante. Portanto, entregar qualquer coisa é uma péssima estratégia, pois a empresa não vai querer contratar qualquer um.

Primeiro vamos parar por um instante e pensar no real objetivo de um currículo. O currículo é, geralmente, o primeiro contato de uma pessoa com a empresa, onde geralmente é mais um no meio de dezenas de muitos outros papéis. Seu objetivo é informar ao responsável pelo recrutamento e seleção quais são seus principais pontos fortes, fazendo com que você se destaque no meio de tantos outros candidatos.curriculo cv curriculum vitae


Para sermos mais prático, vamos começar pelas coisas que não devemos fazer em um currículo.

PRINCIPAIS ERROS NO CURRÍCULO

    1. Mentir na formação ou experiência. Este é um erro gravíssimo e extremamente fácil de ser detectado em uma simples entrevista pessoal.
    2. Erros de português. Erros de português são terminantemente proibidos no currículo. Ter um erro de português em um documento tão pequeno e importante deixa claro ao responsável pela seleção a falta de compromisso do candidato consigo mesmo.
    3. Excesso de informações. O currículo deve ser um breve resumo de sua vida profissional e acadêmica. Abarrotar este documento de informações só torna o seu currículo pesado, cansativo e ordinário, ou seja, apenas mais um.
    4. Não incluir as datas. Uma das principais informações que o recrutador vai procurar saber é por quanto tempo você trabalhou em determinada empresa, qual foi a duração de seu curso superior, e assim por diante. Colocar datas vagas também é ruim. Se não há como determinar o dia exato, coloque pelo menos ano e mês.

Evitar estes 4 erros já terá sido um bom começo. Agora, vamos aprender a como deixar seu currículo enxuto e atraente.
O maior segredo é ser direto e objetivo. Uma das principais funções do currículo é fazer com que o recrutador queira conhece-lo melhor, saber mais de você, e chama-lo para uma entrevista. Portanto vamos aprender a como “turbinar” o seu currículo. Existe uma infinidade de detalhes que farão seu currículo se destacar.recrutamento e seleção


TURBINE SEU CURRÍCULO

    1. Destaque para seu nome. O principal foco do currículo é nada mesmo do que você. Portanto, o seu nome deve ser o item mais visível e marcante do documento.
    2. Informações pessoais na medida certa. O fundamental é prover meios de contato. Endereço é uma informação que provavelmente somente será necessária numa possível contratação. A idade é algo importante, mas cuidado para não enviar um currículo desatualizado para um processo de seleção. Além disso, telefone e e-mail atualizados são indispensáveis.
    3. Tenha um e-mail profissional. Evite ter um e-mail que seja infantil, cheio de número,muito extenso ou pessoal de mais. Procure algo simples e fácil de se escrever (e de lembrar).
    4. Layout bem distribuído. Escolha um layout que facilite a leitura e que exalte seus pontos fortes. Colocar as informações de qualquer forma e muito juntas, fará com que as pessoas não queiram ler o seu currículo.
    5. Tenha um objetivo que seja objetivo. Muitas pessoas não despendem muito tempo elaborando o objetivo. O objetivo deve resumir, em poucas palavras, o que você pretende conquistar em sua carreira. Uma ou duas frases são mais do que suficientes.
    6. Flexibilidade é fundamental. Enviar exatamente o mesmo currículo sempre não é lá uma das melhores práticas. Devemos sempre revisá-lo e fazer as adaptações que forem necessárias para que seus melhores atributos coincidam com as características que aquela empresa procura.
    7. Use apenas uma página. Sei que as vezes pode ser difícil falar tudo em uma única página. Portanto, não fale tudo, fale o principal. Lembre-se de que após um dia inteiro lendo currículos, a preguiça do recrutador em ler a segunda página pode acabar te custando a vaga.
    8. Foto é acessório. Anexar uma foto ao currículo não é uma coisa muito boa. Exceto quando expressamente especificado na descrição da vaga, nunca anexe ou incorpore uma foto ao seu currículo. O mesmo vale para documentos como CPF e RG.

Sendo absolutamente franco, não existe a melhor forma de se fazer um currículo. Tudo depende da vaga, do perfil do candidato, do tipo da empresa, de uma infinidade de outros fatores. O que existem as boas práticas, que geralmente farão com que você seja notado no meio de tantos outros candidatos. Mas isto não é garantia de nada. Como disse anteriormente, o currículo é apenas o primeiro contato. Existem muitas outras coisas depois disso. Mas ser chamado para uma entrevista pessoal já é um bom sinal.

Para finalizar, o que eu poderia dizer sobre o currículo é que ele deve ser simples e objetivo. Na dúvida, coloque-se no lugar da empresa, no lugar de quem irá ler e avaliar o seu currículo. Assim fica mais fácil saber o que se deve colocar, ou o que se deve deixar para um segundo momento. Depois disso, é só cruzar os dedos e esperar ser chamado para a entrevista.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

domingo, 22 de maio de 2011

Você S/A – Epidemia Workaholic

Ao ler esta reportagem me senti como uma criança de 5 anos rasgando os primeiros embrulhos dos presentes de natal. Cada novo parágrafo estava recheado de informações interessantes e dicas para não se tornar um workaholic (viciado em trabalho) e ter uma melhor qualidade de vida – isso sem falar no novo projeto gráfico que ficou muito atraente.voce sa epidemia workaholicA reportagem, de Andrea Giardino, Murilo Ohl e Vanessa Vieira, aborda de forma muito completa a epidemia que tem atingido a maior parte da nossa população trabalhadora: a Epidemia Workaholic. Durante toda a reportagem existem depoimentos de pessoas que sofreram, ou ainda sofrem, com o excesso de trabalho. Segundo a reportagem, nos dias atuais, mais competitivos e mais dinâmicos, a maior parte dos funcionários que desejam crescer rapidamente acabam se submetendo a situações e assumindo responsabilidades desnecessariamente. E pelo outro lado, a empresa impõe um ritmo insano aos funcionários. Os efeitos dessa dinâmica não têm sido benéficos nem para a organização, e nem para o profissional.

Achei muito interessante a lista dos “tipos” de workaholics. Infelizmente, me enquadrei perfeitamente em um deles (o que pretendo mudar em breve). Portanto, segue a lista, para que você possa verificar se você se identifica com algum dos tipos.

Isto é com você (comportamentos de quem é ou pode se tornar workaholic):

  • O ULTRADETALHISTA: É a pessoa que quer ou faz de tudo perfeitinho, nos mínimos detalhes, ou não faz nada.
  • O DEGUSTADOR: Ele fica curtindo um serviço até não poder mais, como um alcoólatra faz com a bebida. No fundo, a pessoa é insegura e teme nunca ter feito o trabalho suficientemente bem.
  • O INCANSÁVEL: Quer tudo para ontem e precisa de prazos apertados para se motivar. Assume muitas responsabilidades, mas não sabe estabelecer prioridades. Acaba cometendo erros por distração.
  • O HERÓI: É o maluco que deixa uma crise se estabelecer no escritório porque assim ele tem a oportunidade de dar uma de herói. Normalmente é controlador e trabalha mal em equipe.
  • O HIPERATIVO: Ele vive atolado de trabalho. É o sujeito que se sente na obrigação de aparecer com um novo projeto matador toda semana, mas nunca conclui nada.

Para Jean Bartoli, filósofo e consultor empresarial, cresceu a percepção de que o dia ficou mais curto e a jornada, mais acelerada (quem de nós nunca se pegou dizendo que queria que o dia tivesse pelo menos 30 horas). “O perfil do workaholic, que nos anos 1990 ainda era exceção, se generalizou”, diz Bartoli.
Acredito que esta mudança tenha sido catalisada pelo avanço tecnológico das duas últimas décadas. A velocidade com que novas tecnologias, novos conceitos, novas e mais eficientes formas de se realizar a mesma tarefa criou na cabeça do profissional a ideia de que devemos estar sempre 100% atualizados, a par de cada uma destas novas e mais modernas tecnologias (isso sem falar na velocidade e volume de informações que cruzam o mundo em questão de milésimos de segundos).voce sa epidemia workaholic tempoLendo todos os depoimentos da reportagem, você irá notar um mesmo fator em comum em quase todos eles: Se o profissional tivesse tido uma atitude mais decidida com relação aos seus objetivos a maior parte do estresse poderia ter sido evitado.Segundo a psicóloga Eliana Dutra, é preciso saber aprender a questionar e negociar as ordens com argumentos racionais, pois cada novo compromisso terá um impacto sobre sua saúde e vida pessoal, e é preciso ter uma percepção de nossas limitações, para evitarmos frustrações. E ela ainda completa: “[…] Sempre temos uma opção”.

Qualidade de vida é uma das coisas das quais não devemos abrir mão nunca. Não há sentido em trabalharmos horas a fio a troco de acumularmos cifras na conta bancária se não teremos tempo (de qualidade) o suficiente para usá-las. Cabe a cada um de nós escolheremos por nós mesmo ter uma vida saudável e tranquila. Afinal de contas, como dizem por aí, devemos trabalhar para viver, e não viver para trabalhar.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Você S/A, Edição #155, Maio de 2011, Páginas 30 a 37.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

EXAME – LinkedIn – 100 Milhões de usuários depois

Recheada de reportagens sobre o mundo das compras on-line e da Tecnologia da Informação, esta última edição da exame (Edição #991) fala também sobre outro fenômeno das redes sociais: O LinkedIn.linkedin-photoEsta rede social tem um perfil absolutamente distinto das demais, como Facebook (que ultimamente tem sido o principal personagem no quesito redes sociais), Orkut, Twitter ou MySpace. Apesar de não ter tido um crescimento exponencial no começo, como as demais redes, a LinkedIn vem crescendo de forma sólida e concisa. Fundada em 2003, pelo investidor-anjo Reid Hoffman, teve seu crescimento mais notável nos últimos 12 meses, quando atingiu a marca de 100 milhões de usuários. Apesar de parecer pouco, comparado às demais redes sociais, se consideramos o tipo de informações que os usuários disponibilizam, veremos como essa marca é realmente extraordinária.

O LinkedIn é uma rede social onde as pessoas cadastram as informações de sua vida profissional. O objetivo é simples: manter sua rede de contatos profissionais sempre atualizada, e, na maioria das vezes, expandí-la um pouco mais. As empresas também podem participar da brincadeira. Inclusive, muitas delas tem se aproveitado da infraestrutura e dos recursos disponíveis para divulgar seus produtos, difundir sua marca e, em especial, recrutar novos profissionais.

A reportagem de André Faust fala exatamente sobre este aspecto. Com uma base de dados com mais de 100 milhões de usuários, a rede tornou-se uma mina de ouro para as grandes empresas. Através de uma simples busca na base de dados da rede, uma empresa que queria contratar um novo consultor de vendas, por exemplo, tem todo o necessário para fazer o recrutamento e seleção dos profissionais. Este foi exatamente o caso de Tiago Bridi, que foi recentemente contratado pela Dell Computadores do Brasil através de seu perfil no LinkedIn.

Acredito que o maior trunfo de Hoffman foi ter conseguido criar e expandir a rede de forma sólida, não sendo dependente de exclusivamente uma única fonte de receita – segundo o site da própria empresa, as três principais fontes de renda são: assinaturas de contas, propagandas e soluções de recrutamento e seleção.
Prova desta solidez é que a empresa pretende, ainda este ano, abrir seu capital. De acordo com a reportagem, a SEC (órgão regulador de mercado de capitais, equivalente a CVM, nos Estados Unidos) já recebeu o pedido de IPO, e a expectativa é de arrecadar 175 milhões de dólares.

Sem dúvidas Hoffman já começa a colher os frutos de sua dedicação e trabalho. Resta saber se a rede continuará mantendo seu ritmo de crescimento, e, principalmente, qual será a reação do mercado ao primeiro IPO de uma rede social.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fontes: Revista EXAME, Edição #991, Páginas 120 a 122; Página http://press.linkedin.com/about/, acessada no dia 15/05/2011 as 22h00.

sábado, 14 de maio de 2011

EXAME – O celular vai virar carteira

Pegando um gancho no último post do nosso colega Wellington, aproveito para comentar um pouco sobre uma matéria da última edição da EXAME.

Escrita por Sérgio Teixeira Jr., a matéria fala sobre como os celulares poderão vir a substituir os cartões de crédito (bem como o dinheiro) em transações comerciais. A ideia não é recente, mas tem se tornado cada vez mais “praticável” em função da disputa entre as principais empresas do vale do silício. exame celular vai virar carteiraA tecnologia necessária para essa “revolução” nas formas de pagamento já existia desde a década passada. Porém, como o próprio Sérgio comentou na reportagem, “a tecnologia sofria do problema do ovo e da galinha: não havia por que colocá-la nos aparelhos devido à falta de estabelecimentos prontos para aceitá-las, e vice-versa”.
Com a introdução desta nova forma de pagamento, as operadoras de cartões, e talvez até os próprios cartões, começarão a perder cada vez mais de um mercado que hoje movimenta trilhões de dólares ao ano no mundo todo e que, atualmente, obriga o lojista ou vendedor a perderem parte do que lucrariam.

Além disso, Sérgio listou as principais empresas de tecnologia do mundo que estão tomando ações para viabilizar os serviços de pagamento via telefone celular. Segue a Lista:imageAcredito que essas mudanças farão com que as operadoras revejam suas tarifas (quase sempre ditas como abusivas, por parte de seus clientes, que são “obrigados” a abaixar a cabeça e concordar) fazendo com que os pequenos empresários, lojistas, vendedores e afins consigam ter um pouco mais de fôlego para enfrentar a voracidade das grandes empresas. E quem sai ganhando com tudo isso? Todos nós, consumidores.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista EXAME, Edição #991, 04/05/2011, Páginas 114 a 118.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Desafio SEBRAE

Olá pessoal!

Desta vez, não irei falar sobre uma matéria da EXAME, e nem da Você S/A, e sim de algo que eu acredito que ajuda todos os universitários a entenderem melhor o que é gerir uma empresa.

Todo ano o SEBRAE traz novos temas a serem trabalhados, mas o objetivo é sempre o mesmo: gerir o negócio com o propósito de obter o maior lucro possível. Este ano o tema escolhido foi a indústria  de bicicletas por duas razões: ser um produto interessante do ponto de vista da ficção do jogo, e por ser um meio de transporte ecologicamente eficiente do ponto de vista do planeta e da vida de cada um de nós.imageOs jogadores dividem-se em equipes de 3 a 5 competidores, sendo 3 o número mínimo de jogadores durante toda a competição (caso alguém decida se desligar da equipe). O jogo é composto de 5 etapas (3 estaduais e 2 nacionais):

  1. Classificatória Estadual (Virtual);
  2. Semifinal Estadual (Virtual);
  3. Final Estadual (Virtual);
  4. Semifinal Nacional (Presencial);
  5. Final Nacional (Presencial).

Este ano, as etapas presenciais tomarão lugar em Brasília, e de lá sairá o grande campeão brasileiro.
As premiações esse ano serão de 1 iPad por competidor que chegar a final nacional, diversos cursos, e para a equipe campeã: uma viagem internacional para um grande centro de empreendedorismo.

A taxa de inscrição é de R$50,00 e elas estarão abertas somente até esta semana (faltam poucos dias). Para quem quiser fazer sua inscrição ou para maiores esclarecimentos, o regulamento completo e tudo o mais que seja necessário, é só acessar o site: www.desafio.sebrae.com.br.
A minha inscrição eu já garanti, e se Deus quiser irei a Brasília defender o estado de Santa Catarina. Espero vê-los por lá!

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: www.desafio.sebrae.com.br, acessado no dia 08/05/2011 às 20h30min

domingo, 8 de maio de 2011

EXAME – A salsicharia do direito

Devo admitir que essa reportagem ganhou bastante da minha atenção por falar de uma empresa que eu conheço de perto, afinal de contas, morei lá durante 10 anos.

A reportagem fala da JBM – J. Bueno e Mandaliti – situada em um galpão de 2000 metros quadrados no centro de Bauru. O interessante sobre este escritório de advocacia não é exatamente sua localização, sua carteira de clientes e muito menos sua tradição na cidade, e sim o tipo de causas que ele atende. O foco principal da empresa são aquelas milhares e milhares de pequenas causas que as empresas odeiam (pois geralmente são ações de consumidores insatisfeitos) e que nenhum escritório de advocacia gosta – também conhecidas como “contencioso de massa”.Linha Produção - No lugar de chocolate, processosOutro ponto que merece nossa atenção é o fato de o escritório ter apenas 3 anos (na verdade o Mandaliti existe há mais tempo do que isso, mas acredito que eles devem estar contando desde quando o J. Bueno entrou para o negócio), e ter um faturamento previsto de R$110 milhões para 2011. Com sua metodologia de trabalho (algo bem próximo a uma linha de produção, como ilustra a figura acima) e política de cortes de custos ao extremo, a JBM transformou uma montanha de ações indesejadas em uma formidável fonte de faturamento (afinal de contas, sempre haverão consumidores insatisfeitos, e a tendência é que existam cada vez mais reclamações e ações).

Cada vez mais precisamos reinventar a maneira de fazer negócios e de criar novas oportunidades. A JBM mostrou que mesmo em uma área sempre dita como “saturada”, como é a área de direito, sempre há espaço para novas idéias e empreendedorismo. Parabéns a eles! E que todos possamos aprender com mais este caso de sucesso.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista EXAME, Edição #990, páginas 70 a 72.

Frase do dia