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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Você S/A - Mude de carreira: empreenda!




Há mais profissionais saindo das empresas para abrir o próprio negócio. O número de mulheres empreendendo já é quase igual ao de homens. Seis em cada dez jovens estão estudando para criar o próprio negócio. Saiba como surfar nessa onda.

Na matéria de capa da revista Você S/A de setembro, Adriana Carvalho e Wellington Miyazaki trazem dados importantes sobre a consolidação do empreendedorismo como alternativa de carreira para os brasileiros.

Segundo pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM) em parceria com o Sebrae, o empreendedorismo por oportunidade está cada vez mais presente que o empreendedorismo por necessidade, ao contrário do que acontecia há uma década, em que só virava empreendedor quem não tinha opção de seguir uma carreira profissional. A pesquisa aponta ainda que 53% dos novos donos de empresa têm entre 18 e 34 anos, o que só confirma o boom de jovens empreendedores no Brasil.

Variáveis como as novas condições do mercado e a baixa na inflação ocorrida a partir da década de 90, com o Plano Real, são apontados como responsáveis pelo surgimento do ambiente ideal para novos negócios, mais seguros e rentáveis.

As empresas criadas por oportunidade tem mais chances de sobreviver, pois há mais planejamento em sua concepção, aumentando a confiança de investidores e todos os stakeholders.

Já o empreendedorismo por necessidade tem perdido força, frente as inumeras possibilidades de adquirir conhecimentos antes de cair de cabeça em um negócio. Hoje o acesso à informação é quase universal e muitas pessoas, que antes tomariam decisões precipitadas pela necessidade de sobrevivência, agora buscam saber quais os riscos envolvidos e tudo que compõe a atividade que pretendem desenvolver, aumentando as chances de a empresa dar certo.

Com isso aquela famosa taxa de mortalidade das empresas nos primeiros dois anos, reduziu de 35% em 2002 para 27% em 2012. Ainda é pouco, mas pode ser um indicativo de que estamos avançando.

Então, diante desses fatores, a Você S/A resolveu tirar as principais dúvidas dos futuros empreendedores, para que sigam mais seguros nessa jornada atribulada.

Quando trocar o salário pelo Pró-labore?

Um levantamento feito pela consultoria de recolocação LHH|DBM registrou que, entre janeiro e julho de 2012, 20% dos profissionais que a procuraram resolveram trocar a carteira assinada pelo próprio negócio. As motivações são as mesmas que as suas: liberdade para criar, flexibilidade de horários, possíveis ganhos maiores, autonomia e por ai vai.

Porém, as motivações e sonhos não são suficientes para construir um negócio. É preciso planejar, para que você não acabe pedindo seu emprego de volta. Antes de pedir demissão, pesquise o mercado, converse com pessoas da área que você quer atuar, bem sucedidas de preferência, consiga o máximo de informações possíveis e faça uma reserva financeira, sempre que possível.

Muitos dizem que há casos em que não dá para economizar porque tudo aconteceu muito rápido e não podia perder a oportunidade. Então o ideal é começar a poupar agora, antes de tudo, para estar preparado quando a oportunidade surgir.

Plano de Negócios, precisa?

Se você quer que as pessoas conheçam sua ideia e apostem nela, sim, é imprescindível. Para quem está de fora, o Plano de Negócios é a única forma de conhecer detalhamente sua ideia e saber se ela tem chances de dar certo ou não. Então, ao escrevê-lo, seja objetivo, evite erros gramaticais, busque informações confiáveis e seja flexível.

Apresento minha ideia?

É comum as pessoas temerem que suas ideias sejam roubadas, plagiadas, copiadas... É um temor justificável, mas livre-se dele! Sua ideia precisa ser conhecida, para que haja interesse nela, não precisa colocar a boca no trombone, mas conversar com as pessoas certas e abrir o jogo sobre seu negócio é fundamental.

Se você já tem em vista um possível investidor (investidor-anjo), fique atento as dicas:

1- Investidores-anjo se interessam por negócios de crescimento rápido e escalável. Se o seu projeto não possui esse perfil, melhor buscar outras fontes de recursos.

2- Ao colocar dinheiro na sua empresa, o investidor-anjo também se torna dono, tendo voz nas decisões, esteja atento e pronto para aceitar esse fato.

3- Seja atrativo, o investidor-anjo só investirá em seu negócio se ele apresentar potencial, que atenda uma demanda específica e seja difícil de imitar. Nessa fase o Plano de Negócios faz a diferença, pois nele constam todos os detalhes que o investidor quer saber.

4- Seja convincente. O investidor precisa perceber que você está entregue de corpo e alma a este negócio e fará o impossível para fazer acontecer.

5- Mostre o que você já fez. Suas experiências serão levadas em consideração para saber se você tem capacidade para o projeto.

6- Não tem equipe? Monte uma. É muito difícil um investidor acreditar que você será capaz de tocar uma empresa sozinho. Ter uma equipe qualificada é essencial.

7- Não se limite a aparência. Investidores não se convencem com tão pouco.

8- Prepare seu discurso e esteja certo de que sabe tudo sobre seu Plano de Negócios.

9- Analise se a visão do investidor está alinhada a sua.

Onde buscar ajuda?

Se você não consegue investidor, outra alternativa para que seu negócio saia do papel são as Incubadoras e outros órgãos de apoio às empresas iniciantes. Eles ajudam desde a elaboração do Plano de Negócios à estruturação da empresa. Para participar geralmente há uma seleção ou testes. Uma pesquisa rápida na internet e você encontrará inumeras incubadoras, umas delas pode estar na região onde você mora.

Enfim, traduzindo... Trabalhe, coloque o pé na estrada, corra atrás! Só assim conseguirá! Ah, busque e aceite ajuda, pois ninguém é feliz sozinho!

Leia mais na revista Você S/A, edição 171, setembro de 2012.

Abraços,

Adm. Daniele Paulino

domingo, 17 de junho de 2012

VOCÊ S/A - Acordar cedo pode aumentar o seu nível de sucesso?



Pois muito bem,

Passado certo tempo de silêncio, resolvi volta ao menos periodicamente para falar sobre certas coisas interessantes que tenho visto nos sites que frequento.

A alguns minutos entrei no site da VOCÊ S/A e li uma reportagem interessantíssima do blog Senhor do Tempo que comenta a relação do fato de se acordar cedo com o sucesso profissional.

Christian Barbosa (autor do texto) cita que um estudo realizado pela jornalista Laura Vanderkam, reporta que as pessoas que são matinais têm um nível de sucesso maior do que as outras.

O livro em que poderíamos ter maiores detalhes da pesquisa ainda não foi lançado. Para a pesquisa ela entrevistou diversas pessoas, como por exemplo, o antigo CEO da PEPSI Steve Reinemund que ia para a esteira às 5 da manhã antes de começar seu expediente.

Ele relata até uma própria experiência:

"O interessante é que quando fiz as entrevistas para o livro livro Equilíbrio e Resultados, diversas pessoas que se encontravam no que convencionei chamar de célula 4 da Matriz (ou seja, pessoas que tem resultados e equilíbrio simultaneamente na vida), comentavam que acordavam cedo. O Jeff Taylor e o Joao Doria Jr, dois cases que utilizei como exemplos dessa célula, faziam exatamente isso. Na hora não atentei a essa coincidência."

Pensando por mim, varias pessoas que eu tenho contato e que considero pessoas com pleno sucesso profissional têm o hábito de acordar MUITO CEDO.

Não vamos levar aqui em consideração a questão do comprometimento, porque essas pessoas não levantam mais cedo para ir ao trabalho propriamente dito, mas para dedicar-se a outras atividades, na maioria das vezes voltadas para a saúde física.

O fato de chegar mais cedo ao trabalho e dedicar-se as suas atividades durante esse período tem uma serie de vantagens, como o autor mesmo cita:

"Primeiro porque o período da manhã em geral contém poucas chances de você ser interrompido, de ter aquele agito do escritório ou ansiedade da equipe. É você com você.

Segundo porque se você teve uma boa noite de sono, está recuperado e isso ajuda você e seu cérebro a pensarem melhor, tomar boas decisões e ter boas ideias. O recomendado é que você utilize esse tempo da manhã para as coisas realmente importantes, que exijam um nível de esforço mental maior e não para atividades triviais que você pode fazer em qualquer horário."

Essa justificativa para o rendimento não é muito válida na minha opinião, visto que voce conseguiria alcançar o mesmo tipo de concentração se ficasse até mais tarde, com todos fora do escritório, e com todos os problemas mais urgentes resolvidos durante o expediente, e contando com todos os membros da equipe para auxiliá-lo.

Assim voce poderia terminar o dia de forma tranquila, sentado para ler seus milhões de emails de forma mais calma... Enfim...

Assim como Christian, me proponho a passar pela experiencia, e comprovar os reais efeitos de acordar cedo com o sucesso profissional.

De bate-pronto, já penso que tudo deve-se ao fato de realizar atividades físicas, para o corpo estar melhor condicionado ao dia de trabalho, mas quero ver realmente o que acontece.

Amanhã, segunda-feira (18-06-2012) acordarei 1 hora mais cedo. Boa sorte pra mim...


Muito Obrigado,

Yuri Oliveira Carneiro

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

VOCÊ S/A - MAIS DINHEIRO E MENOS ESTRESSE EM 2012



O ano começou e você quer muito que sua vida pessoal, profissional e, consequentemente, financeira, sejam melhores em 2012.

"Com pequenas mudanças em sua rotina e uma boa dose de determinação, é possível conquistar o estilo de vida que tanto deseja - e com mais dinheiro."

  Você S/A, edição 162, dezembro de 2011.
Por Chrystiane Silva e Vanessa Vieira,
com a colaboração de Bárbara Ladeia

Segundo o consultor André Novaes, presidente da Life Finanças Pessoais, transformar seus sonhos em realidade em 2012, só depende de quatro palavras: conhecimento, atitude, sequenciamento e hábito.

"O conhecimento mais importante é o auto-conhecimento, é entender onde você está e aonde você quer chegar", afirma André. Após obter essa resposta e descobrir o significado que você quer dar a sua vida, é preciso tranformar esse conhecimento em atitude, definindo e colocando em prática as ações que permitirão as mudanças necessárias.

No entanto, não basta definir o que precisa ser feito e somente começar a fazer. É preciso continuidade, sequenciamento. Muitas metas definidas no início do ano são deixadas para trás pela falta de continuidade. É preciso persistir para que as ações se tornem hábito, somente o hábito de praticá-las diariamente irá permitir que elas sejam incorporadas naturalmente em sua vida, sem serem esquecidas.

Nesta edição, a Você S/A traz sete resoluções que mudaram a vida de profissionais que desejavam uma vida mais feliz, menos estressante e com mais dinheiro.

Uma dessas resoluções pode ser inspiradora para você. Confira!

Resolução 1 - Sair do vermelho com a ajuda de uma planilha.

Em 2008, o analista de implantação da Totvs, Sangelles Moraes, de 26 anos, decidiu organizar seus seus gastos em uma planilha. O Objetivo era sair do vermelho, pois acumulava uma dívida de 9.000 reais em cheques especiais e cartões de crédito.

"Eu não tinha controle de minhas contas, não sabia com o que gastava", afirma ele.

Após iniciar o controle diário dos gastos, anotando rigorosamente, Sângelo fez um empréstimo de 10.000 e trocou várias dívidas por uma só, com o banco.

Com disciplina e dedicação, ele e a esposa pagaram o empréstimo e equilibraram as contas da casa. Hoje já sobra dinheiro, deram entrada na casa própria e investem 30% do que ganham.


Para equilibrar suas contas:


- Preencha a planilha todos os dias.
- Divida os gastos frequentes dos eventuais.
- Persista, a planilha funciona em três meses.


Resolução 2 - Investir em seu Hobby para ganhar dinheiro.

Há quatro anos, a advogada Fabíula Bernardes, de 31 anos, trocou seu cargo de Procuradora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por sua paixão, o artesanato.

Fabíula não se sentia realizada na profissão e decidiu planejar uma mudança de carreira. Para isso, procurou uma consultora de economia doméstica e, juntas, avaliaram a viabilidade do negócio e os custos envolvidos.

Inicialmente, os ganhos foram menores, ela só trabalhava com venda consignada de produtos de outros artesãos e tudo era reinvestido no negócio, integralmente.

Há seis meses, a advogada inaugurou sua segunda loja e o faturamento mensal chega a 80 mil reais.

Para Mauro Calil, educador financeiro, é muito importante ter paciência e fazer um bom planejamento antes de efetivar a mudança de carreira.

Para começar o plano B:

- Planeje a transição de uma atividade para outra.
- Tenha uma reserva financeira equivalente a 12 meses de suas despesas.
- Faça um Plano de Negócios.

Resolução 3: Mudar de trabalho para ter mais tempo.

Após dez anos trabalhando em uma grande seguradora, Fábio Ferrante Cileno, de 32 anos, decidiu trabalhar por conta própria. Ele buscava mais flexibilidade e mais qualidade de vida, além de maior rentabilidade.

"Para fazer uma transição é preciso arriscar, mas dentro de uma área que você conheça e domine. Para exercer minha atividade não precisei de uma grande investimento inicial, apenas de um computador, internet e telefone. Gastei 6.500 reais", afirma Fábio.

"Como eu previa, já ganho 50% mais do que quando era empregado, com a possibilidade de trabalhar e encerrar o expediente na hora que quero", afirmou ele.

Para o consultor financeiro Mauro Calil, além de reservas financeiras para as despesas, é interessante que o profissional, agora autônomo, invista em um seguro, para alguma eventualidade que o impeça de trabalhar temporariamente.

Para ser dono do próprio nariz:

- Poupe 30% do salário para ter uma reserva financeira durante o período de transição.
- Estude o ramo de atividade do novo negócio.
- Contrate um plano de saúde.

Resolução 4: Pensar em fazer um MBA no exterior.


Quanto mais conhecimento melhor e, certamente, experiências internacionais contarão positivamente para seu currículo. Foi com esse pensamento, que Carlos Augusto, de 30 anos, diretor comercial da Green Gold Engenharia e Projetos, de Belo Horizonte, decidiu tentar realizar o sonho de fazer uma extensão de seu MBA, nos Estados Unidos.


O custo total do curso, somado as despesas com viagem, hospedagem e alimentação totalizavam 20.000 reais. Carlos enxugou as despesas e negociou um investimento com a empresa, comprometendo-se a devolver em resultados o valor investido.


A negociação deu certo, Carlos Augusto pagou 12 mil reais e a empresa financiou 8 mil correspondentes as despesas. Desde que voltou do período no exterior, Carlos já cumpre o acordado, conseguiu um contrato com um ex-colega de curso, que tornou-se cliente da Green Gold, correspondendo a 8 vezes o valor que a empresa investiu em sua capacitação.


O consultor Mauro Calil, aconselha esse tipo de negociação ou, ao menos, uma licença não remunerada que garanta ao funcionário a estabilidade de seu emprego quando voltar da temporada fora do país.


Para estudar fora:


- Procure parceria com a empresa.
- Negocie uma licença não remunerada.
- Recorra a um consórcio para pagar o curso.


Resolução 5: Trabalhar meio período.


No início das atividades em sua agência de intercâmbio, a World Study, Daniel Trivellato Rolla, de 29 anos, passava 12 horas por dia trabalhando. Porém não sobrava tempo para dedicar-se a outros objetivos. Ele estabeleceu então como meta trabalhar menos e o primeiro passo foi preparar a equipe para tomar decisões com maior autonomia. Começou a guardar os lucros e investir parte deles.


"Com mais tempo livre e a poupança pude diversificar meus negócios e elevar os ganhos", afirma Daniel.


O consultor André Novaes orienta que, para quem quer trabalhar menos, o ideal é fazer um mapa semanal. "Isso é especialmente válido para profissionais liberais e prestadores de serviços. A ideia é avaliar quais são os dias e horários mais bem e mais mal remunerados durante a semana", afirma. Assim é possível conhecer e ajustar o tempo livre e o tempo de dedicação maior ao trabalho.


Para ficar menos tempo na empresa:


- Dê autonomia à equipe.
- Faça um mapa da sua equipe.
- Reduza as despesas para trabalhar menos.


Resolução 6: Planejar para aumentar a família.


Planejando o nascimento dos filhos, o Engenheiro Ricardo Abreu, começou um planejamento financeiro que envolvia o aumento da família. Criou então uma planilha dividida em duas categorias: compras isoladas (incluindo a compra do carrinho, cadeira do bebê, móveis para o quarto, ou seja, compras que não se repetem) e aumento dos gastos mensais (Incluindo salário da babá, aumento de despesas com supermercado, plano de saúde do bebê e todas as despesas incorporadas ao orçamento fixo após o nascimento do bebê).


Ricardo e a esposa, planejaram a compra de tudo, comparando preços e economizando nas despesas antes do bebê nascer.


Segundo Mauro Calil, a chegada de um bebê representa um aumento de 15% no orçamento mensal da família. 


Para se preparar para o pré-natal:


- Separe as despesas em compras isoladas e mensais.
- Faça uma planilha para comparar preços.
- Um bebê representa um aumento de 15 % no orçamento. Quanto antes poupar, melhor.


Resolução 7: Dar uma guinada profissional.


Coordenadora acadêmica do curso de jornalismo em uma faculdade e professora em outra instituição de ensino superior, a jornalista Rakell Aguiar, de 32 anos, enfrentava uma dura jornada de trabalho. "Entre preparar, dar aulas e corrigir provas, eu cumpria uma jornada de 06h às 22:30", afirma ela. Apesar do excesso de trabalho, não possuía boas perspectivas de crescimento na carreira.


Desanimada, buscando maior rentabilidade e tempo para o filho pequeno, ela assistiu a uma apresentação da empresa Mary Kay, de venda direta de cosméticos. "Fiquei encantada com o plano de carreira baseado em metas claras de resultados", diz Rakell.


Após um período avaliando a rentabilidade da nova carreira, na área de vendas, Rakell pediu demissão e passou a se dedicar ao novo negócio.


Em pouco tempo, conseguiu montar um equipe e aumentar os resultados, passando a receber além dos ganhos, bônus em dinheiro.


Em junho de 2011, Rakell se tornou a vendedora numero 1 da empresa, após registrar vendas de 131.200 reais em três meses.


Para quem também sonha com uma guinada profissional, o educador financeiro, Mauro Calil, sugere avaliar os investimentos necessários a nova carreira e a viabilidade da mudança. É preciso também analisar a área de atuação do novo negócio e os conhecimentos exigidos para ingressar nele.


Para dar uma virada na carreira:


- Veja a formação exigida para mudar de área.
- Reorganize o orçamento.
- Poupe para pagar suas despesas por 18 meses.


E então, umas dessas resoluções será a sua em 2012? 
Planejamento, Organização e Poupar foram palavras muito citadas em todas as resoluções. Enquanto você não decide, comece planejando, organizando e poupando...


Confira mais detalhes e informações na edição 162, da Você S/A.


Abraços,


Daniele Paulino



terça-feira, 29 de novembro de 2011

VOCÊ S/A - 30 NOVAS CARREIRAS ENCONTRE A SUA AQUI



É pessoal, o mundo mudou, os negócios mudaram e as carreiras também.

Na edição nº 161, da Você S/A, Luiz de França e Vanessa Vieira, com colaboração de Lucas Rossi,  trazem um verdadeiro guia das áreas que estão em alta e que deverão absorver milhares de profissionais nos próximos anos. 


Este guia foi elaborado a partir de um estudo realizado anualmente pela rede Laureate, multinacional de educação, com 50 universidades em 20 países, além do estudo foram levados em consideração análises e variáveis identificadas por Instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação Instituto de Administração (FIA).

Então, vamos ver com qual profissão você identifica, se você já está nela ou se vale a pena mudar?

1 - Administrador Público - Por que é uma boa?
Há uma crescente necessidade de Administradores públicos ou especializados na área em empresas privadas, que cada vez mais estão se inserindo nos serviços públicos e precisam padronizar a atuação. A Administração Federal também prevê a contratação de 10.000 funcionários nos próximos 10 anos.
Perpectivas: Salários entre 10.000 e 20.000 reais.

2 - Tecnólogo e Engenheiro de Petróleo e Gás - Por que é uma boa?
Após os projetos de exploração do pré-sal, a demanda por profissionais dessa área aumentou. É um setor com diversas possibilidades de atuação como exploração, perfuração, comercialização, distribuição, pesquisa, transporte.
Perspectivas: Salários entre 15.000 e 20.000 reais para quem já está há sete anos no mercado.

3 - Especialista em Recuperação de Áreas Urbanas Degradadas - Por que é uma boa?
A preocupação ambiental já faz parte da estratégia empresarial, a demanda por pessoas qualificadas à elaboração de projetos específicos da área tem aumentado bastante.
Perspectivas: Salários entre 10.000 e 15.000 para profissionais com cinco anos de experiência.

4 - Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e Educação Continuada - Por que é uma boa?
A competitividade exige que as empresas mantenham seus funcionários em altos padrões de desenvolvimento, informação, atualização. O profissional dessa área é o responsável por gerenciar programas de qualificação avançados. É uma função estratégica.
Perspectivas: Salários entre 7.000 e 12.000 reais.

5 - Matemático - Por que é uma boa?
Os matemáticos estão ganhando espeço no mercado financeiro, sendo uma alternativa a Engenheiros. Muito requisitados também pelo mercado de TI, podem se sair muito bem, adicionando à sua formação uma especialização na área de Tecnologia da Informação.
Perspectivas: Salários entre 8.000 e 14.000 em bancos e afins.

6 - Especialista em Inteligência Artificial - Por que é uma boa?
O avanços da robótica é um fato, profissionais atuantes nessa área, tem mercado garantido. Apesar de não ser uma formação fácil de se conquistar, os estudos sobre o tema já estão bastante difundidos.
Perspectivas: Salários entre 5.000 e 10.000 reais.

7 -  Profissional de Ecorrelações - Por que é uma boa?
Em época de conflitos e pressão pela exigência de atuar com responsabilidade socioambiental, o profissional de Ecorrelações será o responsável por mediar  situações e manter o bom relacionamento entre empresas, instituições e governo.
Perspectivas: Salários entre 5.000 e 9.000 para técnicos e 12.000 para gestores.

8 - Profissional de Marketing para E-commerce - Por que é uma boa?
As vendas online no Brasil crescem cerca de 30% a 40% ao ano, com o mercado em expansão, a demanda aumentou entre as empresas, que não querem ver seu faturamento diminuir por falta de profissionais especializados.
Perspectivas: Salários entre 6.000 e 18.000 reais, dependendo do nível em que iniciar.

9 - Designer de Games - Por que é uma boa?
Grandes estúdios estrangeiros como Ubisoft, do jogo Assassins Creed e Blizzard, do jogo Guitar Hero, já abriram escritórios no Brasil, atraídos pela onda de participação do mercado brasileiro no mundo dos games, estimada em 2% em 2011, ou seja, 2 bilhões de reais de receita.
Perspectivas: Salários entre 4.500 e 9.500, com possibilidades de ganhos maiores para profissionais criativos e diferenciados.

10 - Gestores de Eventos de Entretenimento - Por que é uma boa?
A indústria do entretenimento está em forte expansão em todo o mundo. Para a realização de cada evento, nos bastidores há um grande elenco de profissionais para garantir a organização, estrutura, montagem, divulgação e tudo que for necessários para o sucesso.
Perspectivas: Salários entre 6.000 e 12.000.

11 - Especialista em Logística Fluvial - Por que é uma boa?
O Norte do Brasil é um celeiro de oportunidades para profissionais especializados em planejar, executar e fiscalizar sistemas de transporte hidroviário, por concentrar a maior bacia hidrográfica do mundo. O profissional pode atuar em hidrovias, empresas de transporte e navegação, produção e turismo.
Perspectivas: Salários entre 2.500 e 3.500 reais para Tecnólogos e 7.000 a 8.000 para gerentes, após cinco anos.

12 - Gestor de Direito da Saúde - Por que é uma boa?
O aumento do acesso da população a planos privados de saúde prevê um maior número de negociações entre médicos, pacientes, hospitais, abrindo espaço para o profissional especializado no resultados jurídico dessas relações.
Perspectivas: Salários entre 6.000 e 20.000 reais.

13 - Gestor de Resíduos - Por que é uma boa?
dar um destino sustentável ao lixo é um problema global, atraindo profissionais que se envolvam em encontrar alternativas viáveis e soluções para destinação adequada dos resíduos residenciais e industriais.
Perspectivas: Salários entre 8.000 e 12.000 reais.

14 - Especialista em Bioinformática - Por que é uma boa?
Tem crescido a demanda pelo uso da tecnologia aplicada à biologia e a genética, profissionais das áreas de biotecnologia, farmacêutica, agricultura, medicina e bioquímica estão sendo recrutados.
Perspectivas: Salários entre 5.000 e 15.000, dependendo da experiência e do conhecimento.

15 - Consultor em Planejamento Financeiro - Por que é uma boa?
Profissão relativamente nova no Brasil, tende a crescer pelo aumento da renda média mensal do brasileiro, que tem planejado mais seus gastos. Atuando com frequência em bancos, consultorias e de forma autônoma.
Perspectivas: Salários entre 7.000 e 12.000 nos bancos de varejo.

16 - Gerente de Inovação - Por que é uma boa?
Já presente em várias empresas, o próprio título já descreve o profissional, que geralmente possui perfil arrojado e busca elevar a competitividade da empresa.
Perspectivas: Salários entre 10.000 e 15.000 para área de Marketing e 10.000 a 20.000 para área de Tecnologia.

17 - Tecnólogo em Construção Naval - Por que é uma boa?
Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Setor naval e Offshore, o numero de profissionais da área deve chegar aos 10.000 em 2016 e há carência em todos os níveis da indústria. O Tecnólogo em Construção Naval é o responsável por selecionar qual sistema hidráulico e elétrico será implementado, entre outras funções.
Perspectivas: Salários entre 4.500 e 10.000 reais.

18 - Planejador de E-learning - Por que é uma boa?
Para atender a demanda de educação à distância, surgem os planejadores de e-learning, profissionais que pesquisam , organizam cursos didaticamente, interativamente e visualmente, podendo em Universidades, Consultorias especializadas...
Perspectivas: Salários entre 3.500 e 10.000 reais, dependendo do nível de atuação.

19 - Especialistas em Epidemias e Desastres Naturais - Por que é uma boa?
As situação de catástrofes naturais tem se intensificado pelas mudanças climáticas. Abrindo espaço para profissionais capazes criar e gerenciar programas de prevenção reação em situações de calamidade.
Perspectivas: Salários entre 8.000 e 25.000.

20 - Especialista em Agroecologia - Por que é uma boa?
Esse profissional tem a missão de propor soluções como políticas públicas e inovações tecnológicas, visando tornar as atividades agrícolas mais sustentáveis, diante expansão sem controle que ameaça ecossistemas como o do Pantanal e da Amazônia.
Perspectivas: Salários entre 2.000 e 10.000 reais.

21 - Tecnólogo em Telemedicina - Por que é uma boa?
Profissão nova e com poucas pessoas experientes, o Técnico em Telemedicina dará suporte à equipes médicas durante a prestação de serviços de saúde remotamente, mercado em expansão, graças ao desenvolvimento de novas tecnologias e necessidades relativas a distância e a urgência.
Perspectivas: Salários entre 4.500 e 7.000 reais.

22 - Coordenador de Terceirização Offshore - Por que é uma boa?
Diante da internacionalização dos negócios, surge o profissional especializado em assegurar que fornecedores terceirizados cumpram os padrões exigidos pela empresa.
Perspectivas: Salários entre 7.000 e 14.000.

23 - Gestor do Esporte - Por que é uma boa?
Não somente por conta da Copa do Mundo ou dos Jogos Olímpicos, a indústria do esporte é bilionária, necessitando de profissionais para administrar marcas, gerenciar equipes, projetos, consultorias, agências de marketing esportivos, entre outras atividades.
Perspectivas: Salários entre 3.000 e 18.000, variando de acordo com a posição ocupada: analista, coordenador, gerente... Em empresas maiores, os ganhos podem aumentar em 15%.

24 - Engenheiro de Energias Renováveis Tecnologia Não Poluente - Por que é uma boa?
A busca por energias e recursos renováveis está inserida no desenvolvimento sustentável, demandando profissionais a realizar avaliações, emitir laudos e pareceres técnicos.
Perspectivas: Salários entre 8.000 e 12.000.

25 - Gerontólogo - Por que é uma boa?
O aumento da expectativa de vida e falta de pessoas para cuidar dos idosos abrirá um mercado bastante rentável nos próximos anos. O gerontólogo se dedicará ao planejamento e implementação de ações para aumentar a qualidade de vida dos idosos, no contexto social ou da saúde.
Perspectivas: Salários entre 2.500 e 15.000, entre recém-formados e diretores.

26 - Advogado Especialista em Direito Eletrônico - Por que é uma boa?
Os delitos praticados na rede vão desde de roubo de informações e downloads indevidos a fraudes bancárias. Atividade do advogado especialista consiste, entre outras, em encontrar, compreender e interpretar a legislação, que ainda é muita falha nessa área, no Brasil.
Perspectivas: Salários entre 8.000 e 13.000 dependendo do nível e experiência.

27 - Desenvolvedor de Web Móvel - Por que é uma boa?
Aplicativos e programas para aparelhos móveis tem demanda estourada no mundo inteiro. A criatividade do profissional e a funcionalidade das criações determinarão o sucesso do profissional. Possibilidade de atuação em empresas de desenvolvimento ou de forma autônoma.
Perspectivas: Salários entre 6.000 e 10.000 reais.

28 - Consultor de Sucessão - Por que é uma boa?
Empresas familiares fundadas nas décadas de 1960 e 1970, passam agora por transições na gestão, em muitos casos, não é fácil dar continuidade ao empreendimento. Nessas situações atua o Consultor de Sucessão.
Perspectivas: Salários entre 3.500 e 20.000.

29 - Farmacoeconomista - Por que é uma boa?
Profissional responsável por estudar e analisar os custos dos usos de medicamentos nos sistemas de saúde e na sociedade. Demanda crescente pelo empenho em reduzir os altos custos do Sistema de Saúde no Brasil. Laboratórios e Planos de Saúde começam a contratar esses profissionais com maior frequência.
Perspectivas: Salários entre 8.000 a 11.000.

30 - Curador de Arte - Por que é uma boa?
A exportação de obras de arte no Brasil cresceu 500% de 2005 a 2010, o mercado está cada vez mais complexo e dinâmico, exigindo profissionais que entendem tanto da arte como do mercado e que saibam administrar.
Perspectivas: Salários entre 2.000 e 20.000 dependendo da complexidade da atuação.

Pessoalmente, achei as perspectivas de salários fora da realidade em algumas áreas. Algumas profissões já estão em atividade há algum tempo, outras realmente são novidades muito interessantes para quem busca desafios e crescimento profissional.

Muito bom acompanhar as tendências profissionais que se consolidarão nos próximos anos, quem quiser mudar e investir em uma dessas carreiras, a hora é agora!

Para saber mais detalhes e informações relevantes sobre cada área profissional, leia a matéria completa em Você S/A, Edição 161, novembro de 2011, matéria de capa.


Abraços,

Daniele Paulino

terça-feira, 22 de novembro de 2011

VOCÊ S/A - INVISTA COM POUCO DINHEIRO



Achei interessante essa dica de Ivone Pontes para Você S/A sobre como investir começando com R$ 1.000,00. Confesso que já pesquisei bastante como investir pouco dinheiro, mas nunca encontrei opções satisfatórias e rentáveis.

Ivone afirma que é muito difícil começar seus investimentos aplicando direto na compra de ações, pois geralmente o valor dos papéis são muito altos na bolsa. No entanto, com o aumento da demanda por investimentos de pequeno porte, várias instituições financeiras já oferecem planos de investimento para valores menores. Um dos modelos, por exemplo, com três opções de planos, funciona da seguinte forma:

Na primeira, o cliente faz três depósitos mensais de 1.000 reais, somando 3.000 reais.
Na segunda, o cliente faz quatro depósitos mensais de 500 reais, totalizando 2.000 reais.
Na terceira, o cliente faz seis depósitos mensais de 250 reais, chegando a 1.500 reais.

Enquanto você está depositando os valores, a instituição financeira investe seu dinheiro, que chega a render 11% ao ano. E você tem a possibilidade de receber orientações sobre investimentos para futuras negociações.

Outra modalidade para quem quer começar com pouco, é investir em fundos e clubes de investimentos, geralmente os valores começam em 400 reais e os custos das operações são divididos entre os participantes. E, como há um gestor do fundo, que decide como seu dinheiro será movimentado, não é preciso conhecer o mercado financeiro, mas recomendo que não coloque seu dinheiro em qualquer lugar, as instituições sólidas e tradicionais ainda são as que oferecem menos riscos de seu suado dinheiro sair voando por ai.

Seja investindo sozinho ou fundos e clubes, é bom se informar sobre as taxas que você precisará pagar, como são descontadas, se são variáveis, como será rentabilidade, pois quanto mais informações você tiver, maiores as chances de seu dinheiro render mais.


Leia mais em Você S/A, edição 161, novembro 2011.




Abraços,




Daniele Paulino

terça-feira, 18 de outubro de 2011

VOCE S/A - O MITO DO PROFISSIONAL PERFEITO


"Se há pleno emprego, porque tenho dificuldade para arranjar um trabalho? Se o cargo exige tantas competências, por que o salário é tão baixo? Meu currículo é ótimo, por que não sou chamado para uma entrevista? 

Sabendo que, para a maioria das pessoas, as respostas quase sempre não são satisfatórias, foi com as perguntas acima que Andrea Giardino iniciou a matéria de capa da edição de outubro da Você S/A. Vamos entender por que.

O recorde de empregos no Brasil é uma constante, os últimos números do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que há 92 milhões de brasileiros empregados e a taxa de desemprego ficará em 6% esse ano, uma ótima notícia para quem já está empregado e também para quem busca uma recolocação no mercado.

Esses dados tendem a solidificar os recordes de vagas e as guerras por talentos anunciados por vários setores e que são alguns dos assuntos mais abordados, quando se fala em mercado de trabalho no Brasil. No entanto, essa positividade esconde uma dura realidade, como cita Giardino: "Há pessoas qualificadas que não conseguem mudar de emprego e, pior, existem desempregados que mesmo ostentando um bom currículo são incapazes de obter uma recolocação".

"Há setores que realmente enfrentam uma escassez de mão de obra, mas sempre haverá pessoas bem preparadas fora do mercado" diz Claudio Salvadori Deddeca, professor da UNICAMP, especialista em relações do trabalho. Essa frase em especial me instigou bastante a prosseguir a leitura, pois na lógica de nossa compreensão, se há vagas e pessoas qualificadas, essas vagas deveriam estar preenchidas.

Então se você, leitor, está em busca de recolocação no mercado e se depara com a afirmação acima, com certeza ficará muito confuso em saber que existirem milhares de vagas de um lado e milhares de profissionais que não conseguem uma colocação, do outro. Essa sensação de que o mercado enlouqueceu se deve a vários fatores. O primeiro deles é que muitas vezes as qualificações das pessoas não atendem as exigências das empresas, ou seja, você sabe falar inglês, conhece tudo do setor de compras, porém a empresa busca um profissional que tenha feito aquele curso específico para manusear um determinado programa. Ai é que o título da matéria vem à tona.

Outro ponto é que a busca por habilidades comportamentais está cada dia mais presente nas organizações, de nada adianta seu currículo ter mil certificados e experiências, se você não possuir o dom de se relacionar com as pessoas e ter as características que alguém determinou, estará fora.

Fazendo um compilamento de vários fatores que eliminam os candidatos das vagas, Andrea Giardino apresentou, não sete, mas nove pecados capitais cometidos por quem não consegue um novo emprego.
  • Candidatar-se a um cargo mais baixo.
  • Candidatar-se a uma vaga cujo salário é muito menor.
  • Ficar desesperado e atirar para todos os lados, sem saber chegar às vagas certas.
  • Ter uma atitude arrogante por achar que é muito mais qualificado do que a vaga.
  • Ser inflexível.
  • Se mostrar pouco disposto a aceitar as regras impostas.
  • Não aceitar pequenos sacrifícios que a posição exige.
  • Não saber trabalhar em equipe.
  • Acreditar que as credenciais técnicas são suficientes para conquistar um emprego.

Outra situação que tem surgido com bastante frequência é que, influenciadas pelas características da geração Y, muitas empresas estão rejeitando profissionais que chegam cheios de vícios, carrancudos ou se achando perfeitos e com a pose de não há mais o que aprender, esses pecados estão deixando muita gente qualificada fora do mercado. Uma alternativa utilizada por grandes empresas é formar o profissional dentro da organização, através de programas de Estágios e Trainees. "Como é praticamente impossível mapear de cara quem casa com a cultura da empresa, muitas estão apostando em gente mais jovem para moldá-la desde cedo", dia Alfredo Assumpção, presidente da Fesa, em São Paulo.


                                  


Seguindo com o objetivo de responder as perguntas no início da matéria, Giardino apresenta várias questões que compõem a perfeição profissional exigida pelas empresas e certamente deixam de fora muitos profissionais capacitados. Vamos ver uma síntese desses questionamentos.

País dos maus salários

De acordo com Sérgio Mendonça, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 90% das vagas criadas no Brasil atualmente pagam até dois salários mínimos aos trabalhadores. "Querem contratar um superprofissional pelo salário de um iniciante.", afirma a paulista Andrea Vaz, de 37 anos, há dois meses em busca de uma nova colocação. "Os recrutadores procuram candidatos de país desenvolvido em um país emergente", afirma ela, em referência ao descompasso entre a formação dos profissionais e o nível de competitividade das organizações. Se adaptar a esse quadro ou mudá-lo com urgência é um desafio.

Má formação

Muitos profissionais ainda tem uma percepção errada de si, ao concluir que possuir um diploma na mão garantirá um bom emprego, a formação profissional vai muito além disso, passa pela percepção de mundo, atualização, boa comunicação, cultura empresarial, capacitação técnica, experiências em grandes empresas, comportamento frente a várias situações e por ai vai..., pois quando se fala em 200 vagas para a construção civil, não quer dizer que quem é graduado em Engenharia ou Arquitetura já tem sua vaga garantida, o nivel do conjunto de suas habilidades é que dirá o quão empregável você é.

Erro no currículo

Parece um item simples, mas desclassifica muita gente. Uma pesquisa da Robert Half que ouviu 2.525 pessoas em 11 paises aponta que 42% dos brasileiros não são verdadeiros em muitos itens do currículo, como por exemplo dizer as verdadeiras razões de te deixado o emprego anterior e distorcer as atividades que desempenhavam a seu favor.

Imediatismo

Muitas empresas buscam profissionais que tragam resultados nos primeiros dias de contratação e que "paguem" seus salários atingindo metas e solucionando problemas. Quando essa expectativa não é atendida, o profissional torna-se descartável, independente dos motivos ou fatores que contribuiram para o mal desempenho a curtíssimo prazo.

O modelo de profissional perfeito ainda não foi criado, o que deve existir é uma adequação do profissional as diferentes vagas e exigências que somem empregabilidade ao seu currículo. Por outro lado há que se observar que as empresas estão cada vez mais afunilando essas exigências, sem um retorno financeiro viável para o funcionário, o que afasta tanto os profissionais compatíveis com a vaga, pois são disputados por várias empresas como também os que não estão totalmente de acordo com o perfil exigido, pois logo são descartados. Esse quadro evidencia o por quê da escassez em diversas áreas profissionais.

Matéria interessante e instigante, se juntarmos tudo veremos que uma sequência infindável de fatores contribuiu para essa situação de loucura do mercado de trabalho, mas que é possível fazer algo, ainda.

Leia mais em Você S/A, edição 160, outubro de 2011, matéria de capa.


Abraços,

Daniele Paulino

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Você S/A – Emprego em outra cidade

Pegando um gancho no assunto abordado pelo Yuri, vou falar de uma curta reportagem discutida por Tatiana da Ponte, que escreveu no lugar de Luiz Carlos Cabrera este mês.

A reportagem fala sobre como o mercado de trabalho brasileiro oferece inúmeras oportunidades, e que ficar preso a sua “cidade natal” pode diminuir as suas possibilidades de crescimento.

emprego em outra cidade

Claro que quando se pensa em sair do emprego onde estamos para mudarmos para outro lugar geralmente se pensa emir a outro país e esta de fato é uma outra possibilidade viável. Países como a Inglaterra e Espanha estão tendo um problema já conhecido aqui no Brasil: O apagão de mão de obra. Ter um canudo de baixo do braço e um segundo idioma na ponta da língua também não é exatamente garantia de nada, mas já abre muitas portas lá fora.

No entanto, este não é o foco do artigo. O foco é a discussão de criar-se o hábito, assim como nos Estados Unidos, de se abrir os horizontes desde o começo. Segundo Tatiana, desde o ensino médio o estudante é incentivado a buscar uma formação superior em uma universidade fora de cidade natal. Uma vez concluída esta etapa, a procura por oportunidades de emprego não é diferente. É comum encontrar dentro das empresas americanas um mix de pessoas vindas de diferentes universidades de diferentes estados, e até mesmo de diferentes países.

Para finalizar, farei das palavras de Tatiana as minhas:

“Quem optar por conhecer diferentes culturas regionais dentro deste Brasil enorme poderá se surpreender. O custo de vida mais baixo pode viabilizar uma transferência. E a estadia fora dos grandes centros pode ser uma experiência agradável em relação à qualidade de vida.”

E apenas complementando, acredito que além destas vantagens, cabe também dizer que em empresas (ou cidades menores) o profissional tende a ter mais chances de se destacar e acelerar sua carreira.
As oportunidades existem, sair da zona de conforto pode ser um sacrifício que se pague (com bônus) mais tarde.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Você S/A, Edição 159, Setembro de 2011, página 112

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Você S/A – Saia do vermelho

“Quem tem dívidas fora de controle se diverte menos, falta mais ao trabalho, prejudicando a carreira, e vive mais estressado. Conheça 16 soluções para organizar suas finanças” – Chrystiane Silva

voce sa saia do vermelho financas pessoais

Uma das maiores preocupações da maioria das pessoas é saber se “vai sobrar dinheiro no final do mês”. Este foi o tema de uma pesquisa realizada, com o apoio da Você S/A, pelos professores Ricardo Rochman e William Eid, da FGV, em algumas das maiores empresas aqui no Brasil.

O estudo basicamente concluiu que quanto maior o nível de endividamento, mais estressados e propícios a faltar os funcionários ficam. Esse estresse é prejudicial para ambos os lados, tanto para o profissional que “atrasa” sua carreira, quanto para a empresa que perde produtividade.

Muitas empresas criaram programas que auxiliam os funcionários a resolverem seus problemas, tanto financeiros, quanto jurídicos. As empresas que já adotaram programas do tipo notaram um nítida melhora no rendimento dos funcionários. Afinal de contas, se o funcionário vive preocupado com a conta do aluguel ou com a escola das crianças que está para vencer, ele não vai ter muita “cabeça” para se preocupar em trabalhar melhor.


A Matéria traz 16 dicas para sair e evitar a voltar do “lamaçal” das dívidas. Entre elas estão:

  • No mundo ideal, seria prudente ter uma quantia equivalente a 6 meses de seus gastos mensais para cobrir eventualidades, de preferência aplicados em investimentos de alta liquidez (como a tradicional poupança, os CDBs etc.).
  • Se você já está endividado, vá até o banco ou os credores para uma renegociação (dos valores ou até mesmo dos prazos). “Nunca aceita a primeira proposta, procure barganhar”, diz Emanuel Gonçales da Silva. Geralmente há possibilidade de conseguir um acordo mais vantajoso.
  • Há dois tipos de dívidas: a operacional e a financeira. A operacional é quando seus gastos são maiores do que suas receitas. Neste caso a solução mais simples é cortar as futilidades e apertar o cinto. A dívida financeira é quando o salário é suficiente para pagar as contas, mas os gastos com juros (por atrasos e/ou cheque especial) acaba “comendo” parte do dinheiro. Neste caso, é preciso renegociar com bancos e credores, e voltar a ter a tão boa tranquilidade financeira.
  • Converse com outras pessoas, em especial seu cônjuge, sobre a situação financeira. Família, amigos e colegas podem ajudar a sair deste “buraco”.

atolado na areia


Achei a matéria um pouco “fraca” para ser capa da revista deste mês. As 16 “soluções” anunciadas na capa são na verdade 16 dicas para quem está no vermelho. Apesar disso, a reportagem certamente irá ajudar quem está com o pé na lama. Apesar de algumas coisas parecerem obviedades para alguns de nós, sempre é bom relembrarmos os bons hábitos para manter nossa saúde financeira em alta.

Portanto, resumindo todo o conteúdo da reportagem,poderia dizer:

“Se você está endividado, não contraia mais dívidas e renegocie valores e principalmente prazos.”

”Se você não está endividado, parabéns! Agora é o momento de poupar e evitar que gastos inesperados atolem você em dívidas.”

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Você S/A, Edição 159, Setembro de 2011, páginas 28 – 39.

domingo, 11 de setembro de 2011

EXAME & Você S/A – As melhores empresas para você trabalhar

Presente no guia desde 2005, a Volvo conquistou agora o “bicampeonato” da competição onde o objetivo é somente um: Ser a melhor empresa para se trabalhar.

volvo melhores empresas trabalhar 2011

A pontuação de 89,4 foi o suficiente para assegurar a Volvo a melhor posição do ranking geral (bem como por setor e por região). De acordo com Úrsula Alonso Manso, o motivo é simples: a Volvo é uma empresa que tem práticas consistentes para tudo o que se refere à gestão de pessoas e sabe reconhecer de forma justa sua força de trabalho. Os número impressionam, e sem dúvidas os benefícios ainda mais.

Alguns números da Volvo:

volvo 2011 informações


Não foi por menos que a Volvo conquistou os louros desta vitória.
Alguém aí pode dizer que alguma vez recebeu (no mínimo) R$9.000,00 reais de participação nos lucros?
Alguém aí deve receber R$15.000,00 reais (esta é a previsão por enquanto) de participação nos lucros este ano?

Pois é… eu também não. E, com exceção dos 3.006 funcionários da Volvo, acho que será difícil a sua resposta ser diferente da minha.
E não para por aí, dinheiro é bom mas com certeza não é tudo. A empresa tem vários programas de aperfeiçoamento, programas para aposentadoria, benefícios médicos, odontológicos e escolares. E ainda por cima, de quebra, a empresa está revisando suas políticas de remuneração, com o objetivo de testar a aderência da geração Y. Entre tais medida está a criação de uma academia nas dependências da fábrica, opção de home office, licença-maternidade de 6 meses para as mulheres, patrocínio à equipes de corridas, etc.

Como a própria Úrsula disse, ao encerrar a matéria, a sensação é de que a casa está sempre arrumada. Não à toa, seus moradores estão sempre muito felizes. Sem dúvidas trabalhar na Volvo é um sonho alimentado por uma remuneração justa (e bem distribuída), benefícios fantásticos, planos e programas de aperfeiçoamento e uma excelente política de trabalho.

Bom, se o objetivo era atrair e reter profissionais (em especial os da geração Y) a Volvo com certeza obteve sucesso: Estou atraído.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Você S/A | EXAME, AS MELHORES EMPRESAS PARA VOCÊ TRABALHAR, Setembro de 2011, Páginas 68 – 72.

domingo, 22 de maio de 2011

Você S/A – Epidemia Workaholic

Ao ler esta reportagem me senti como uma criança de 5 anos rasgando os primeiros embrulhos dos presentes de natal. Cada novo parágrafo estava recheado de informações interessantes e dicas para não se tornar um workaholic (viciado em trabalho) e ter uma melhor qualidade de vida – isso sem falar no novo projeto gráfico que ficou muito atraente.voce sa epidemia workaholicA reportagem, de Andrea Giardino, Murilo Ohl e Vanessa Vieira, aborda de forma muito completa a epidemia que tem atingido a maior parte da nossa população trabalhadora: a Epidemia Workaholic. Durante toda a reportagem existem depoimentos de pessoas que sofreram, ou ainda sofrem, com o excesso de trabalho. Segundo a reportagem, nos dias atuais, mais competitivos e mais dinâmicos, a maior parte dos funcionários que desejam crescer rapidamente acabam se submetendo a situações e assumindo responsabilidades desnecessariamente. E pelo outro lado, a empresa impõe um ritmo insano aos funcionários. Os efeitos dessa dinâmica não têm sido benéficos nem para a organização, e nem para o profissional.

Achei muito interessante a lista dos “tipos” de workaholics. Infelizmente, me enquadrei perfeitamente em um deles (o que pretendo mudar em breve). Portanto, segue a lista, para que você possa verificar se você se identifica com algum dos tipos.

Isto é com você (comportamentos de quem é ou pode se tornar workaholic):

  • O ULTRADETALHISTA: É a pessoa que quer ou faz de tudo perfeitinho, nos mínimos detalhes, ou não faz nada.
  • O DEGUSTADOR: Ele fica curtindo um serviço até não poder mais, como um alcoólatra faz com a bebida. No fundo, a pessoa é insegura e teme nunca ter feito o trabalho suficientemente bem.
  • O INCANSÁVEL: Quer tudo para ontem e precisa de prazos apertados para se motivar. Assume muitas responsabilidades, mas não sabe estabelecer prioridades. Acaba cometendo erros por distração.
  • O HERÓI: É o maluco que deixa uma crise se estabelecer no escritório porque assim ele tem a oportunidade de dar uma de herói. Normalmente é controlador e trabalha mal em equipe.
  • O HIPERATIVO: Ele vive atolado de trabalho. É o sujeito que se sente na obrigação de aparecer com um novo projeto matador toda semana, mas nunca conclui nada.

Para Jean Bartoli, filósofo e consultor empresarial, cresceu a percepção de que o dia ficou mais curto e a jornada, mais acelerada (quem de nós nunca se pegou dizendo que queria que o dia tivesse pelo menos 30 horas). “O perfil do workaholic, que nos anos 1990 ainda era exceção, se generalizou”, diz Bartoli.
Acredito que esta mudança tenha sido catalisada pelo avanço tecnológico das duas últimas décadas. A velocidade com que novas tecnologias, novos conceitos, novas e mais eficientes formas de se realizar a mesma tarefa criou na cabeça do profissional a ideia de que devemos estar sempre 100% atualizados, a par de cada uma destas novas e mais modernas tecnologias (isso sem falar na velocidade e volume de informações que cruzam o mundo em questão de milésimos de segundos).voce sa epidemia workaholic tempoLendo todos os depoimentos da reportagem, você irá notar um mesmo fator em comum em quase todos eles: Se o profissional tivesse tido uma atitude mais decidida com relação aos seus objetivos a maior parte do estresse poderia ter sido evitado.Segundo a psicóloga Eliana Dutra, é preciso saber aprender a questionar e negociar as ordens com argumentos racionais, pois cada novo compromisso terá um impacto sobre sua saúde e vida pessoal, e é preciso ter uma percepção de nossas limitações, para evitarmos frustrações. E ela ainda completa: “[…] Sempre temos uma opção”.

Qualidade de vida é uma das coisas das quais não devemos abrir mão nunca. Não há sentido em trabalharmos horas a fio a troco de acumularmos cifras na conta bancária se não teremos tempo (de qualidade) o suficiente para usá-las. Cabe a cada um de nós escolheremos por nós mesmo ter uma vida saudável e tranquila. Afinal de contas, como dizem por aí, devemos trabalhar para viver, e não viver para trabalhar.

De Florianópolis,
Hugo Oliveira Campos.

Fonte: Revista Você S/A, Edição #155, Maio de 2011, Páginas 30 a 37.

sexta-feira, 25 de março de 2011

VOCÊ S/A - OS LIVROS MAIS LIDOS

A Você S/A divulgou uma lista muito interessante sobre os livros de carreira mais lidos.
Lógico que eu não poderia deixar de postar aqui, não é mesmo? Segue:

Escrito há 2,5 mil anos atrás, A Arte da Guerra figura sempre no topo dos mais vendidos. O autor Sun Tzu, um filósofo chinês, ensina, em 13 capítulos, técnicas de guerra, que podem ser usadas, de forma pacífica, em várias áreas.

Ele revolucionou os computadores nos anos 1970 e 1980. Depois foi a vez do cinema de animação e da música digital. A Cabeça de Steve Jobs, de Leander Kahney, é uma mescla de biografia e dicas de liderança a partir da história de seu personagem principal: o dono da Apple.

W Chan Kim e Renée Mauborgne, autores de A Estratégia do Oceano Azul, estudaram 30 indústrias diferentes. O que eles descobriram? Que as empresas criam nichos, fazem da concorrência algo irrelevante e encontram caminhos para crescer.

A falta de diálogo sobre dinheiro é a principal causa de brigas e até separações entre casais. Agora você entende porque Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, do consultor Gustavo Cerbasi, faz tanto sucesso? O livro oferece dicas para a administração da grana a dois.
James C Hunter, escreveu o famoso livro O Monge e o Executivo (entre os mais lidos de nossa lista). Em Como se tornar um líder servidor o autor ensina como aplicar na vida e no trabalho os princípios ensinados pelo monge.
 
O título é claro: Não tenha medo de ser chefe. O autor Bruce Tulgan explica que os profissionais não devem ver os cargos de líder negativamente. A liderança pode ser uma oportunidade de ser útil e alcançar sucesso profissional.
 
O Monge e o Executivo, escrito por James C Hunter, conta a história de um empresário que decide largar tudo e ir viver em um mosteiro beneditino. Lá aprende os princípios fundamentais dos verdadeiros líderes.
 
A mineira Luísa quer abrir uma empresa para vender seus deliciosos doces de goiaba. Esse é o fio condutor usado por Fernando Dolabela em O Segredo de Luísa. O autor ensina tudo o que é preciso saber para fazer do sonho um negócio.
 
Entre 1997 e 2009, Vicente Falconi trabalhou em grandes empresas como AmBev e Sadia. As experiências de Falconi resultaram no livro O verdadeiro poder. Com cases e exemplos, o autor relata questões importantes no mundo corporativo.
 
Vencer ou fracassar é resultado de sete hábitos, segundo Stephen Covey, autor de Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. Para Covey, o que diferencia as pessoas bem-sucedidas das fracassadas são seus hábitos.

Eu particularmente só li metade, e creio que não demore muito para concluir a lista. Logico que existem muitos outros que deveriam estar na lista também, e eu farei postagens periódicas sobre o assunto se interessar.

Obrigado,
Yuri Oliveira Carneiro.

Frase do dia